domingo, 28 de outubro de 2012

A Grande Vitória


O tema de hoje não é sobre uma grande vitória esportiva, mas sim sobre a maior vitória de todas. Esta semana tive a oportunidade divina de me tornar pai. Desde que peguei a Maria Clara pela primeira vez, irradio a felicidade do artilheiro que faz o gol do título, do cestinha que faz o arremesso vitorioso no último segundo, do atleta que chega a glória do ouro olímpico. Peço desculpas se o texto de hoje foge da proposta do blog de retratar os esportes olímpicos, mas, de certa forma, tem tudo a ver. Afinal, a dádiva do nascimento é, de todas as partidas da vida, a grande vitória.

Mistério Celestial que a humanidade não consegue explicar
A vida bate à porta trazendo amor incondicional, magnânimo
Raio de luz que transforma, tudo se ilumina num doce olhar
Impossível não se emocionar com a paz que irradia, encanta
A certeza de fadinha, frágil no corpo, mas forte e leve na alma

Clara sensação de que vale à pena buscar um mundo melhor
Literalmente nasce uma nova pessoa também no pai e na mãe
Amor que envolve, transborda, embala, contagia, se multiplica
Rogo obrigado a Mãe Maria pelo sopro divino que me empresta
Anjinha com algumas coisas pra aprender e muitas pra ensinar

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Caiu de Pé


O Franca Basquete caiu na primeira rodada dos playoffs do Paulista, mas acredito que o balanço inicial da renovação francana é pra lá de positivo. É lógico que ser eliminado depois de chegar ao último quarto com 10 pontos de vantagem não pode ser comemorado. Mas, o que pode, e deve, ser comemorado pelo torcedor francano é o fato de a equipe ter levado o playoff para a última partida, resultado que ninguém achava possível. E mais, chegou brigando até a última bola. A derrota de hoje do São José era muito mais prevista e, ao mesmo tempo, foi muito menos doída do que na última temporada. Para o NBB, o nível da competição é outro, bem mais alto. De qualquer forma, se a base do elenco for mantido, a garotada continuar com a garra demonstrada e vier mais um ou dois jogadores para serem referência do time, acredito que o caminho das grandes conquistas está mais perto da Capital do Basquete do que se podia imaginar no início deste projeto de reformulação. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Sem Problemas, Apenas Desafios


Nada simboliza melhor o lema esportivo do “importante é competir” do que as Paraolímpiadas. A conquista não se restringe à medalha. A vitória nasce no momento em que cada atleta decidiu ver a diferença física como uma característica e não como um obstáculo. Para esses atletas, o esporte é muito mais do que um exercício físico. É um objetivo pelo qual vale a pena acordar todos os dias. Assistir a uma prova paraolímpica é uma nova oportunidade para abandonarmos a velha prática de reclamar da vida. É a chance de lembrarmos que não existem problemas e sim desafios. E é justamente o sonho de transformar um desafio numa medalha olímpica que move milhares de atletas. Todo atleta paraolímpico já é um vencedor, mas eles querem mais. Sabem que a medalha olímpica é a certeza de que anos de sacrifícios foram recompensados. Foi assim com o italiano Alessandro Zanardi. Ex-piloto de F-1 e bicampeão da Indy (97 e 98), Zanardi sofreu um grave acidente em 2001. Mesmo com as duas pernas amputadas, o italiano não ficou longe das competições. Veio para o ciclismo paraolímpico e sai de Londres com dois ouros (contrarrelógio e estrada). Após as conquistas, Zanardi deu um depoimento que vai muito além de uma simples entrevista: “Sem o esporte eu não sei viver. Tive tanto na vida e continuo a ter. Só tenho a agradecer.” Trajetória semelhante de superação tem o gaúcho Jovane Guissone. Durante um assalto, a bala que poderia ser o fim, foi o recomeço. Cadeirante, Guissone se reinventou e agora é ouro olímpico na esgrima. Assim como Zanardi, o brasileiro dá o seu recado: “Não somos coitados, somos pessoas como as outras.” Desculpa Jovane, mas não posso concordar. Vocês não são pessoas como as outras, são campeões olímpicos! Praticamente apenas o mito Michael Phelps pode se comparar com o brasileiro Daniel Dias, dono de 15 medalhas olímpicas, sendo seis ouros só nas Paraolímpiadas de Londres.  Aliás, se a meta brasileira para o Rio-2016 é terminar entre as dez potências olímpicas, nas Paraolimpíadas isto já é uma realidade. O Brasil encerrou em sétimo lugar com 21 ouros, 14 pratas e 8 bronzes. É hora de olhar com mais carinho e mais respeito para esses brasileiros, show de perseverança em Londres.