domingo, 4 de dezembro de 2011

Na Raça

A participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de Vôlei do Mundo não foi a que todo mundo esperava. Com uma campanha irregular – três derrotas em 11 jogos - o título não veio e até a vaga olímpica ficou ameaçada até a última rodada, mas foi carimbada hoje de manhã com a vitória em cima do Japão. Um susto e tanto, mas que terminou com um exemplo de superação deste grupo que eu não me canso de admirar. É impressionante a capacidade dos nossos garotos de administrar a pressão. Depois de estar perdendo por 2 sets a 0, a virada na penúltima rodada contra a Polônia é o símbolo da raça deste grupo. E o grande maestro desta reação foi o levantador Bruninho, que mudou o ritmo do jogo com levantadas mágicas, além de bloqueios e até de uma cortada sensacional. Depois do que ele demonstrou na Copa do Mundo não há mais espaço para essa conversa mole sensacionalista que ele só está na seleção por ser filho do Bernardinho. Bruninho está lá porque joga e muito. Simples assim!

domingo, 27 de novembro de 2011

Emoção Até o Fim!

O Corinthians saiu do gramado em Florianópolis com a torcida comemorando o título, mas o gol nos acréscimos do Vasco lá no Rio de Janeiro adiou a decisão do Brasileirão-2011 para a última rodada. A idéia de fechar o campeonato com clássicos regionais foi um verdadeiro gol de placa - pelo menos uma vez a CBF tinha que dar uma bola dentro! Para um palmeirense como eu, a temporada foi para esquecer: sem nenhum título e totalmente fora da disputa pela vaga para Libertadores. Agora, uma vitória sobre o Corinthians que impeça o título do rival, com certeza salva o ano todo. No mesmo horário, o Flamengo vai jogar com toda a raça para impedir a vitória do Vasco, única equipe que ainda tem chance de tirar a taça do Timão. E o melhor que essa disputa com o vizinho vai acontecer no Brasil inteiro: no extremo sul, o Grêmio não tem grandes pretensões, mas a chance de tirar a vaga da Libertadores do Inter vai garantir uma disputa digna de uma final; em Santa Catarina o já rebaixado Avaí despedirá com a alma lavada se impedir o Figueirense de conquistar a inédita vaga a Libertadores; no Paraná, verdadeira decisão: o Atlético Paranaense brigando para fugir da degola e o Coritiba para carimbar o passaporte para a Libertadores; em Minas, o Atlético não vai facilitar em nada a vida do Cruzeiro, que ainda pode ser rebaixado. Enfim, para quem fala que o campeonato de pontos corridos não tem a emoção de uma final, com certeza vai morder a língua no próximo domingo. Serão pelo menos seis decisões. Só espero que a rivalidade seja só em campo. Afinal, não há mais espaço para os episódios lamentáveis protagonizados por uma minoria, que eu me recuso a chamar de torcedor. Olho só na bola, que vai rolar solta no próximo domingo!

domingo, 13 de novembro de 2011

Fora do Páreo

Depois do texto de ontem em que tentei detalhar toda matemática da Copa do Mundo, o meu objetivo era voltar a escrever do vôlei só na próxima sexta-feira, de preferência para falar da classificação das nossas meninas para as Olimpíadas de Londres. Infelizmente, fui solicitado bem mais cedo do que eu esperava. Com a derrota inesperada para o Japão por 3 sets a 0, o Brasil diz adeus a qualquer chance de pódio na competição. Em relação à vaga olímpica, nossas meninas terão mais duas oportunidades no ano que vem: uma seletiva continental e, se for necessário, o Pré-Olímpico mundial. O que preocupa é o lado psicológico que vem despencando nos últimos anos. No Mundial de 2010, a derrota foi na final no detalhe para a Rússia – tudo bem, ganhar ou perder faz parte do esporte. Veio o Grand Prix deste ano e fizemos uma campanha impecável na primeira fase parando na decisão contra os EUA – vai lá, a competição não é tão importante assim. Agora na Copa do Mundo – em que nem precisava o título e sim apenas terminar no pódio – o desequilíbrio começou já no primeiro jogo com o EUA e se arrastou durante todo o campeonato. Eu não gosto de criticar nenhum grupo esportivo, pois sentado no sofá ninguém tem a noção da pressão envolvida. Agora, sabendo do potencial da nossa equipe, a mesma que encantou o mundo com o ouro olímpico em Pequim-2008, é impossível não ficar desapontado. O bom que a tristeza de hoje pode ser o aprendizado para a alegria de amanhã. O resultado foi outro, mas a esperança é a mesma de ontem: Força meninas!