domingo, 27 de novembro de 2011

Emoção Até o Fim!

O Corinthians saiu do gramado em Florianópolis com a torcida comemorando o título, mas o gol nos acréscimos do Vasco lá no Rio de Janeiro adiou a decisão do Brasileirão-2011 para a última rodada. A idéia de fechar o campeonato com clássicos regionais foi um verdadeiro gol de placa - pelo menos uma vez a CBF tinha que dar uma bola dentro! Para um palmeirense como eu, a temporada foi para esquecer: sem nenhum título e totalmente fora da disputa pela vaga para Libertadores. Agora, uma vitória sobre o Corinthians que impeça o título do rival, com certeza salva o ano todo. No mesmo horário, o Flamengo vai jogar com toda a raça para impedir a vitória do Vasco, única equipe que ainda tem chance de tirar a taça do Timão. E o melhor que essa disputa com o vizinho vai acontecer no Brasil inteiro: no extremo sul, o Grêmio não tem grandes pretensões, mas a chance de tirar a vaga da Libertadores do Inter vai garantir uma disputa digna de uma final; em Santa Catarina o já rebaixado Avaí despedirá com a alma lavada se impedir o Figueirense de conquistar a inédita vaga a Libertadores; no Paraná, verdadeira decisão: o Atlético Paranaense brigando para fugir da degola e o Coritiba para carimbar o passaporte para a Libertadores; em Minas, o Atlético não vai facilitar em nada a vida do Cruzeiro, que ainda pode ser rebaixado. Enfim, para quem fala que o campeonato de pontos corridos não tem a emoção de uma final, com certeza vai morder a língua no próximo domingo. Serão pelo menos seis decisões. Só espero que a rivalidade seja só em campo. Afinal, não há mais espaço para os episódios lamentáveis protagonizados por uma minoria, que eu me recuso a chamar de torcedor. Olho só na bola, que vai rolar solta no próximo domingo!

domingo, 13 de novembro de 2011

Fora do Páreo

Depois do texto de ontem em que tentei detalhar toda matemática da Copa do Mundo, o meu objetivo era voltar a escrever do vôlei só na próxima sexta-feira, de preferência para falar da classificação das nossas meninas para as Olimpíadas de Londres. Infelizmente, fui solicitado bem mais cedo do que eu esperava. Com a derrota inesperada para o Japão por 3 sets a 0, o Brasil diz adeus a qualquer chance de pódio na competição. Em relação à vaga olímpica, nossas meninas terão mais duas oportunidades no ano que vem: uma seletiva continental e, se for necessário, o Pré-Olímpico mundial. O que preocupa é o lado psicológico que vem despencando nos últimos anos. No Mundial de 2010, a derrota foi na final no detalhe para a Rússia – tudo bem, ganhar ou perder faz parte do esporte. Veio o Grand Prix deste ano e fizemos uma campanha impecável na primeira fase parando na decisão contra os EUA – vai lá, a competição não é tão importante assim. Agora na Copa do Mundo – em que nem precisava o título e sim apenas terminar no pódio – o desequilíbrio começou já no primeiro jogo com o EUA e se arrastou durante todo o campeonato. Eu não gosto de criticar nenhum grupo esportivo, pois sentado no sofá ninguém tem a noção da pressão envolvida. Agora, sabendo do potencial da nossa equipe, a mesma que encantou o mundo com o ouro olímpico em Pequim-2008, é impossível não ficar desapontado. O bom que a tristeza de hoje pode ser o aprendizado para a alegria de amanhã. O resultado foi outro, mas a esperança é a mesma de ontem: Força meninas!

sábado, 12 de novembro de 2011

Hora de Fazer as Contas

Hoje eu entrei madrugada à dentro acordado para assistir o duelo Brasil e Itália, na certeza que esse jogo decidiria o futuro das nossas meninas na Copa do Mundo de Vôlei. A partida realmente foi um divisor de águas, infelizmente nada bom para o nosso lado. A derrota avassaladora por 3 sets a 0 deixou o Brasil totalmente fora da briga por título e, o que é bem pior, numa situação complicadíssima para conseguir uma das três vagas para as Olímpiadas de Londres – não é o último pré-olímpico, mas nunca é bom deixar para a última chance. Os reveses para Estados Unidos e Itália não podem ser considerados tropeços. O que complica é a forma como o Brasil está se portando na competição. Em ambas as derrotas, o Brasil não conseguiu prolongar a disputa até o quinto set. Já nas vitórias verde-amarelas, Coréia do Sul, China e Sérvia chegaram até o set decisivo. Até o ano passado isso era irrelevante, já que o importante era ganhar. Com a mudança na forma de pontuação da Copa do Mundo, uma vitória decidida até o quarto set vale três pontos. Já uma partida com tie-break significa dois pontos para o vencedor e um para a seleção derrotada – podemos dizer que agora o vôlei tem praticamente um empate. Para ficar claro sobre o que estou falando, vamos olhar a tabela do campeonato: Brasil, Alemanha e China encerraram a sétima rodada com as mesmas cinco vitórias e duas derrotas, só que as chinesas estão na terceira posição com 16 pontos, um ponto a mais que as alemãs.  Já o Brasil está em sexto lugar com 12 pontos, atrás até do Japão que tem uma derrota a mais. Faltando quatro rodadas para acabar a competição, EUA e Itália devem brigar até a última rodada pelo título e a China está bem próxima de fechar o pódio e carimbar o passaporte para Londres. O Brasil só não é carta fora do baralho, porque teoricamente já enfrentou todos os favoritos, enquanto a China ainda encara EUA e Alemanha. Resumindo, agora é torcer para nossas meninas encontrarem seu melhor jogo para vencer e sem tie-break. Paralelo a isso, nunca é demais dar uma secadinha para as chinesas não abrirem o olho. Enfim, está difícil, mas ainda dá. Quem sabe não é uma classificação suada que estava faltando para resgatar a autoestima que garantiu o ouro olímpico há três anos. Força meninas!