Para muitos, a tarde de hoje parecia uma domingo qualquer, mas para os brasileiros amantes dos Esportes – sim, aquela minoria que sabe que existe vida além do futebol masculino – o dia estava repleto de emoção. A primeira grande missão era no Mundial de Futebol Feminino, em que nossas meninas duelaram contra as norte-americanas em busca da vaga na semifinal. Até o último minuto da prorrogação, a classificação era nossa, só que lá veio o gol de empate dos EUA, que depois venceram nos pênaltis: um adeus precoce para a equipe liderada por Marta, que sonhava voltar da Alemanha com a inédita taça. Tristeza no Mundial, mas ainda havia os meninos do vôlei na final da Liga Mundial. Nossa equipe, que tantas alegrias já nos deu, jogou o mesmo vôlei de altíssimo nível de sempre, porém desta vez o ponto que leva a vitória foi dos russos. No mesmo dia, duas tristezas para o Brasil. Que sacanagem! Na verdade uma dupla sacanagem! Esta sensação é um legítimo direito do torcedor, mas sacanagem de quem? Não houve sacanagem por parte das meninas do futebol, muito menos dos meninos do vôlei, que deram o seu melhor até a última bola. Sacanagem das norte-americanas ou dos russos? Também não é o caso, afinal, eles (e elas) estão do outro lado para buscar a mesma vitória que esperávamos. A culpa da sacanagem poderia ser dos “Deuses do Olimpo”, porém eles também não têm nada a ver com isso, já que não torcem para ninguém. A função deles é propiciar emoção até o último segundo e isto eles fizeram brilhantemente nas duas partidas. Enfim, não há de se falar em sacanagem, assim como não se pode falar que o Brasil perdeu hoje, nem no futebol feminino, nem no vôlei. Para mim, o único derrotado do dia foi a principal emissora de televisão do país, que insistiu em não transmitir nenhum dos dois jogos. Isto sim é sacanagem!
domingo, 10 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Talento Puro
Nesta quarta começa a fase final da Liga Mundial de Vôlei e lá vem o Brasil em busca da décima conquista na competição. Enquanto as partidas decisivas não começam, uma pergunta vem me intrigando: qual é o Rei do vôlei? Há quem diga que o craque da modalidade é Karch Kiraly, exímio defensor, que encantou o mundo nos anos 80 e 90. O norte-americano é detentor de três medalhas de ouros olímpicas – duas na quadra e uma na praia – e foi eleito pela Federação Internacional de Vôlei, em 2000, como o melhor jogador do século 20. Que o Kiraly é um gênio da raça não tenho dúvida, mas não estou convicto de que ele é “o cara” do vôlei, assim como está o Pelé para o futebol, o Jordan para o basquete e o Phelps para a natação. Acho o que o rei do vôlei não é tão visível porque normalmente buscamos garimpar o craque no primeiro plano dos palcos esportivos, mas talvez o diamante mais valioso da modalidade brilhe nos bastidores. Sim, estou falando do Bernardinho, prata olímpica como jogador, duplamente bronze no comando das meninas e definitivamente ouro como técnicos dos nossos garotos. Se ele já não transpira mais em quadra, é visível o seu suor do lado de fora, liderando um grupo que joga por música há uma década, fazendo do seu principal refrão a vitória. Agora fica uma dúvida: o gênio soberano de uma modalidade pode ser um treinador ou é espaço privativo dos atletas? Para mim, se a coroa de rei é para aquele que melhor dominou um determinado esporte, em todas as suas entrelinhas, vale técnico sim, principalmente se o nome dele for Bernardo Rocha de Rezende, o nosso Bernadinho. E você, o que acha?
sábado, 2 de julho de 2011
Sei Lá
Toda vez que acontece uma situação de doping envolvendo um grande ídolo meu no esporte – foi assim com a Maurren, com a Daiane, e agora com o Cielo - o primeiro sentimento é de decepção, seguido de uma certa revolta: Até tu Brutus? Por que você tinha que fazer isto? Mas é justamente nesta última pergunta que páira a dúvida. Fizeram o quê? Não sou especialista no assunto, mas a lista de substâncias proibidas é muito vasta, a ponto de o crime poder ser cometido durante uma depilação, num tratamento médico ou na ingestão de um suplemento permitido que, por algum motivo alheio ao controle do atleta, foi contaminado. Por outro lado, existem os casos premeditados de buscar, a qualquer preço, a melhoria de rendimento. Pensando na infinidade de possibilidades entre o doping casual e o doloso é que a legislação internacional do doping prevê, como punição, desde a advertência até o banimento do atleta. Desde ontem, já vi vários blogs esportivos acusando à CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) de “ter passado a mão na cabeça” no Cielo ao determinar “apenas” a advertência. Não estou aqui para defender ninguém, mas a questão é que, além de Cielo, mas três nadadores foram flagrados no mesmo exame, o que aumenta a possibilidade de um fato involuntário. Sem falar que é comprovado que a tal da furosemida não aumenta o rendimento de ninguém. Enfim, acho que esse debate em relação à punição é desnecessário, já que o assunto foi enviado à Federação Internacional, que tem todos os mecanismos de aumentar a pena se julgar conveniente. A questão é que, independentemente da pena, Cielo e os outros atletas têm um novo desafio daqui para frente, que é o de dar a volta por cima. Por tudo que Cesão já fez, tenho certeza de que ele vai contrariar a música do Cazuza e, desta vez, meu herói não vai morrer de overdose.
Assinar:
Postagens (Atom)